Pensamentos — Um poema colaborativo do coletivo sobre racismo e preconceito

Créditos: João Almeida

Créditos: João Almeida

Mentira, medo, manipulação.

Eu me senti muito incapaz de fazer qualquer coisa.

A classe pobre e negra sempre sofre, é uma coisa de louco, porque esses brancos não vão presos?

A luta dos negros contra o racismo mesmo, contra a sociedade, por eles serem mais pobres sofrem mais do que as outras pessoas, mesmo assim até hoje continuam lutando.

Mulher negra, mãe, tenho a necessidade todos os dias, de trabalhar a representatividade negra.

Quando estamos com nossos maridos brancos, nós notamos a diferença do tratamento! Como se aquele homem branco nos embranquecesse também.

Somos pessoas, e não animais que são enjaulados. E nós temos uma força muito grande.

Impacto. O que causa o racismo há séculos? “Resultados?” Que resultados colhemos? A falta de dignidade, de cidadania, negação da cidadania.

Injustiçada. Eu sinto e percebo que posso e vou morrer para lutar por meus direitos e justiça.

Frustração de saber que um pouco de gente pode manipular tanta gente.

É um sentimento de revolta, é injusto! O preconceito é burro! Somos todos iguais.

Meu sentimento é de revolta por conta da injustiça e diferença.

Porque as pessoas agem dessa forma.

É imperialismo.

Se eu não diminuo o outro, como posso sobressair? É por conta da questão econômica.

Futuro, porque na região do Campo Grande, uma região tão pobre não tem projeto de inclusão digital que realmente funcione.

“Quem são homens de bens? Talvez seja o homem, branco, loiro, de olhos azuis, que qualquer pessoa não vai ter medo!

Mulheres de bem, mulheres brancas, algumas mulheres negras, não são de bem.

Durante os séculos foi formada uma ideologia que é a mesma coisa de domar leão, bate bate nele, até que ele fica dócil. Eu acho que isso aconteceu com o homem negro.

No Brasil em uma pequena diferença, o preconceito é velado. Se você é mais clarinho, você se torna branco.

Não é ser mais branco ou mais negro, mas é a gente ter uma sociedade melhor”

“Nós negros precisamos estar ligados 24 horas, na rua no trabalho e em todos os lugar.

Pois, se não, seremos sempre engolidos. A gente tem que ficar ligado, como pessoa e como negro. Nós viemos a esse país como escravo. Nós precisamos alertar a humanidade.

Quando estamos com nossos maridos brancos percebemos o tratamento é VIP.

É muita injustiça.

Impacto. A desigualdade social e racial estão na comunidade.

Reformulam e tudo continua do mesmo jeito!

Poema criado a partir das frases reflexivas compartilhadas pelos participantes da oficina “Raça e preconceito: convivendo com as diferenças” em 23/Mar/2019 na Casa Hacker.