
Desde 2023, a Casa Hacker assumiu um compromisso com o meio ambiente: compensar os impactos ambientais de sua operação na nuvem por meio de apoio a projetos de reflorestamento para integrar inovação social e tecnologia com a agenda de responsabilidade ambiental.
Até dezembro de 2025, a Casa Hacker já havia plantado 117 árvores, contribuindo para a captura de 19 toneladas de CO₂ e auxiliando no reflorestamento de 0,1 hectare em áreas de reflorestamento no Brasil e na África. Essa atuação vai além de neutralizar a pegada de carbono devido a operação das nossas plataformas na nuvem; ela inspira uma nova cultura de consciência ambiental com base também no uso diário das tecnologias em nuvem.
A digitalização global tem um custo ecológico crescente. A infraestrutura que sustenta a computação em nuvem — redes de servidores e data centers — consome quantidades expressivas de energia. De acordo com a Agência Internacional de Energia, os data centers consumiram cerca de 415 TWh de eletricidade em 2024, o que equivale a 1,5% de toda a energia elétrica usada no mundo. A previsão é que esse consumo triplique até 2028. Grandes empresas de tecnologia ilustram a escala do problema. O Google, por exemplo, consumiu 32,1 milhões de MWh em 2024, sendo que 95,8% desse total foi utilizado apenas por seus data centers — mais do que o dobro em relação ao consumo de 2020. Além disso, as emissões de carbono são alarmantes. Em 2024, os data centers emitiram 105 milhões de toneladas de CO₂. Estima-se que, até 2030, o setor possa chegar a 2,5 bilhões de toneladas emitidas por ano, especialmente com o aumento do uso da inteligência artificial. Os data centers de IA, sozinhos, podem consumir até 612 TWh, o equivalente ao consumo total anual de energia do Canadá.
Estamos cientes do impacto ambiental das tecnologias de computação na nuvem que utilizamos diariamente, a Casa Hacker adotou a plataforma Tree-Nation, que calcula automaticamente as emissões das plataformas com base no uso diário e compensa essas emissões por meio do plantio de árvores.
Entre os resultados alcançados:
- Foram neutralizados 250 kg de CO₂ apenas com as visualizações do site casahacker.org.
- Cinco árvores foram plantadas exclusivamente para compensar o tráfego do site.
- O sistema calcula que, a cada 3.264 visualizações de página, uma nova árvore é plantada.
- Até agora, mais de 96 mil visualizações foram compensadas com reflorestamento.
Esse modelo de neutralização é automatizado, contínuo e totalmente rastreável.
A atuação da Casa Hacker ocorre em parceria com projetos de reflorestamento nas regiões:
- Amazônia (Projeto Rio Terra Brasil)
- Mata Atlântica (Projeto Copaíba)
- Sistema Cantareira (Projeto Semeando Água)
- Usambara, na Tanzânia (projeto de conservação da biodiversidade)
Esses projetos são vitais para a proteção de bacias hidrográficas, regulação do clima local e preservação da biodiversidade. O impacto ambiental de cada árvore é registrado em tempo real na plataforma Tree-Nation, permitindo à Casa Hacker e a qualquer pessoa acompanhar as espécies plantadas, o local e a quantidade de CO₂ capturada.
A decisão de compensar emissões não é apenas simbólica. Estudos mostram que a migração para a nuvem pode reduzir emissões de carbono em até 84%, e esse número pode chegar a 98% se os sistemas forem otimizados para esse ambiente. No entanto, a neutralização completa requer investimentos complementares em reflorestamento e créditos de carbono. Para organizações que, como a Casa Hacker, fazem uso intensivo de tecnologias em nuvem, adotar práticas sustentáveis é mais do que uma escolha: é um dever.
Sobre a Casa Hacker
A Casa Hacker é uma organização sem fins lucrativos, fundada e liderada por pessoas periféricas e nascida na periferia de Campinas (SP). Com atuação em Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, tem como missão fazer das tecnologias e a inovação social um lugar para todos por meio da educação digital, da educação em STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática). Acredita na educação como ferramenta de transformação para a construção de um futuro mais justo e sustentável. Nos últimos anos, mais de 120 jovens foram capacitados em STEAM; mais de 400 pessoas – de crianças e adolescentes a pessoas idosas – foram incluídas digitalmente por meio de programas de educação digital básica em mais de 10 territórios periféricos. A organização também já formou mais de 80 educadores para proteger a privacidade e a segurança de crianças e adolescentes on-line e repassou mais de R$ 500 mil diretamente a organizações, lideranças de impacto e coletivos para o desenvolvimento de iniciativas inovadoras de impacto social nas periferias.
Relacionamento com a imprensa:
Vira Comunicação
Luiz Felipe Leite
E-mail: luizfelipe.leite@viracomunicacao.com.br