Quando o CEU vira palco

Com apoio do Fundo da Quebrada, o projeto Teatro para Múltiplas Idades fechou um ciclo bonito no CEU Florence: encontros semana após semana, gente criando junto, ganhando voz, corpo e coragem — e ocupando o espaço público com arte, convivência e pertencimento.

O que foi feito e o impacto no território

Na prática, foi um processo completo de teatro, do começo ao fim. A oficina passou por jogos teatrais (concentração e autoconhecimento), palhaçaria (desinibição e autoexpressão), improvisação (criatividade e trabalho em equipe) e preparo vocal e corporal — além de leitura e contato com dramaturgias clássicas, ampliando repertório e estimulando o gosto pela leitura.
E teve um diferencial que muda tudo: a turma colocou a mão na massa na confecção de cenário e adereços, entendendo que teatro também é construção coletiva — com soluções acessíveis, pensadas junto, e com atenção a etapas como iluminação e sonoplastia.

O projeto impactou diretamente 29 pessoas, incluindo 18 crianças e adolescentes e 2 pessoas com deficiência, fortalecendo um espaço cultural vivo, aberto e possível dentro do território. Mesmo com as desistências que costumam aparecer no meio do caminho, a equipe se reorganizou, acolheu novas pessoas e garantiu o andamento do espetáculo.

Fundo da Quebrada e o que fica de legado

O Fundo da Quebrada é esse empurrão que faz diferença: um edital que entra com capital semente para fortalecer iniciativas de impacto no Campo Grande, apostando em quem já faz acontecer na quebrada — e precisa de estrutura pra transformar esforço em resultado.

O encerramento veio com a montagem de “A Ratoeira”, um mistério em que um grupo fica isolado por uma nevasca e precisa descobrir quem cometeu um assassinato antes que outro aconteça — uma história que, no palco, vira treino de presença, escuta, precisão e coragem.

E talvez uma das imagens mais bonitas desse ciclo seja simples: gente passando pelo CEU, vendo cenário sendo feito, perguntando, se interessando — a ponto do projeto criar até uma página no Instagram pra dar conta da curiosidade e da vontade do público de acompanhar.
Agora, o que fica é legado: gente mais solta pra falar, mais inteira pra ocupar o espaço, mais preparada pra criar — e um CEU que, quando vira palco, lembra todo mundo que cultura não é evento: é continuidade.

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