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// área de atuação

inclusão digital.

Educação digital básica, segurança on-line e bem viver digital para pessoas de todas as idades — do primeiro contato com o computador à autonomia, com metodologias abertas que se transferem a outras organizações.

A internet chega a 90% dos domicílios brasileiros — e mesmo assim 7,28 milhões de lares seguem sem conexão fixa, 59% não têm computador e apenas 29,9% dos brasileiros dominam habilidades digitais básicas, como copiar arquivos e enviar e-mails com anexos, segundo estudo da Anatel com dados da TIC Domicílios (Cetic.br). A exclusão digital não é acidente: é sintoma de poderes concentrados que negam ferramentas de mudança às comunidades — e aprofunda desigualdades em serviços financeiros, saúde, emprego e participação política.

Conectar um domicílio é a parte fácil. O que os números não mostram é a distância entre ter o aparelho e conseguir marcar uma consulta pelo aplicativo, candidatar-se a um emprego, reconhecer um golpe, ajudar o filho na tarefa. É nessa distância que a gente trabalha.

a aula acontece onde as pessoas já estão.

Nossa forma de fazer inclusão digital começa pela escuta. A pesquisa territorial Bytes de Mudanças (2024), feita com educadoras dos próprios bairros, mapeou os acessos, medos, habilidades e sonhos digitais de 303 moradores do Parque Via Norte e da Vila Olímpia, em Campinas — e foi essa escuta, apresentada também na Mackenzie Campinas, que desenhou o currículo. Dela nasceram as cinco trilhas do Inclusão Tech, metodologia aberta por faixa etária — crianças, adolescentes, adultos, pessoas 50+ e temas de interesse — que vai da alfabetização digital lúdica à busca de emprego, serviços públicos e comportamentos seguros on-line.

Mais do que dar aula, transferimos a tecnologia social: formamos educadores e gestores das organizações de assistência para conduzirem as trilhas com autonomia. A metodologia já roda em seis espaços de Campinas e foi transferida a mais de 5 organizações — Instituto Semear, ADRA, CECOMPI, Casa Santana e Núcleo Calvariano. A infraestrutura acompanha: montagem fixa como a do PRODICA, no Campo Belo (mais de 10 computadores em 2023), estrutura móvel para todas as iniciativas, e oficinas de recuperação e remanufatura que devolvem computadores ao território como doação.

O resultado dessa engrenagem — programas como Redes Conectadas, Exploradores da Quebrada e as Oficinas de Hardware, somados ao Inclusão Tech — aparece na curva: de 10 pessoas impactadas em 2023 para 180 em 2024 e 620 em 2025.

segurança on-line se ensina em rede.

Desde 2018 a Casa Hacker é parceira da Tactical Tech, organização de Berlim referência mundial em educação sobre tecnologia e sociedade. Compartilhamos a mesma visão: entender como a tecnologia molda a vida das pessoas é condição para viver bem com ela. Dessa cooperação, traduzimos e adaptamos ao Brasil recursos como o “Data Detox” e o “O Que o Futuro Quer”, e levamos as exposições The Glass Room e What The Future Wants ao Rio de Janeiro e a São Paulo em 2023 — com boas práticas compartilhadas de volta à comunidade internacional da parceira.

É essa base metodológica que sustenta o Internet Segura, nossa campanha de formação em cidadania digital realizada em parceria com a Desktop: presencial, gratuita, em cinco cidades da região metropolitana de Campinas — Sumaré, Hortolândia, Nova Odessa, Campinas e Americana. Na temporada 2025–2026 foram seis oficinas que reuniram educadores de 23 organizações — professores da educação básica, gestores públicos, educadores sociais e lideranças comunitárias — cada um saindo com o Kit do Educador Cibernético para multiplicar o conteúdo na sua escola, ONG ou espaço de atuação.

A lógica de multiplicadores vai aonde a rede de proteção está: formamos conselheiros tutelares em segurança digital de crianças e adolescentes na Escola de Conselhos da Unicamp, e já capacitamos mais de 700 pessoas em privacidade, segurança e combate à desinformação — de São Paulo a Ubatuba.

o que aprendemos vira referência.

O modelo interessa fora do território: a Casa Hacker apresentou suas iniciativas de inclusão em tecnologia na União Internacional de Telecomunicações (ITU), da ONU, em Brasília, em 2022, e participou do OSPOs for Good na sede da ONU, em Nova York, em 2024. A pesquisa, as trilhas e os kits são publicados como tecnologia social aberta — porque inclusão digital que não se replica é privilégio com outro nome.

Acreditamos que conectividade sem habilidade não é inclusão — e que os 7 em cada 10 brasileiros sem habilidades digitais básicas não podem ficar para trás enquanto a revolução digital passa ao lado.

// no que acreditamos
// como atuamos

da teoria à prática.

  1. Realizamos programas de educação digital básica na ponta, para pessoas de todas as idades no primeiro contato com o computador — habilidades digitais e audiovisuais, educação midiática, autonomia e comportamentos on-line seguros.

  2. Pesquisamos antes de ensinar — pesquisa básica de campo territorial em inclusão digital, como a Bytes de Mudanças, que ouviu 303 moradores do Parque Via Norte e da Vila Olímpia, em Campinas, para desenhar o currículo.

  3. Criamos metodologias didáticas de aprendizagem por faixa etária — as cinco trilhas do Inclusão Tech — e as transferimos como tecnologia social aberta, capacitando educadores e gestores de outras organizações para conduzi-las com autonomia.

  4. Implantamos infraestrutura de tecnologia em territórios vulnerabilizados — fixa (como no PRODICA, no Campo Belo) e móvel — além de oficinas de recuperação e remanufatura de computadores que voltam ao território como doação.

  5. Promovemos privacidade, segurança on-line e combate à desinformação com metodologias da Tactical Tech (Berlim), parceira desde 2018 — "O Que o Futuro Quer" e "Data Detox" traduzidos e adaptados ao Brasil.

  6. Formamos multiplicadores — professores, conselheiros tutelares, lideranças comunitárias e agentes sociais — para que a educação digital continue nos territórios depois que a oficina termina.

// quem faz isso acontecer

as iniciativas da área.

// o que aprendemos fazendo

aprendizados da área.

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reflexao

Formação de Educadores no Inclusão Tech

Como etapa final do projeto Redes Conectadas, a Casa Hacker formou educadores de quatro instituições para que cada um pudesse dar continuidade à inclusão digital em seu próprio território.

tecnologia social

Do Primeiro Clique à Autonomia

A coleção de trilhas pedagógicas do Inclusão Tech documenta como fazer educação digital básica com crianças, adolescentes, adultos e pessoas 50+ — cinco volumes construídos a partir da pesquisa territorial Bytes de Mudanças e transferidos como tecnologia social a organizações de assistência de Campinas.

pesquisa

Bytes de Mudanças: pesquisa de território em inclusão digital

Pesquisa de território em inclusão digital realizada pela Casa Hacker com o Instituto Semear em duas comunidades de Campinas (SP), com sessões generativas, questionários e entrevistas conduzidas por educadoras locais — a base de evidências que originou as trilhas de aprendizagem do Inclusão Tech.